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riscos_e_rabiscos

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O Amor está no Ar... ou Não...

 

Voltei à cepa torta e às confusões do costume. As mesmas cenas tristes da ordem do dia, em que ninguém assume culpas e em que ninguém consegue ver mais nada para além do seu umbigo. E insinuações de que a culpa é sempre minha, e a veemente negação de que não é nada assim.

 

O amor deve andar no ar. Quando fui para a escola apanhei um casalinho de teenagers muito fofinhos hiper-mega apaixonados. Pareciam o Romeu e a Julieta. Ela era muito branquinha com uns belos cabelos compridos encaracolados. Ele com um ar muito “clean” com uns belos olhos castanhos. Sempre de mão dada. Às tantas ela encostou a cabeça ao banco e fechou os olhos. Ele olhava para ela embevecido, quase que vi umas gotas de mel saírem dos olhos dele. Foi uma cena enternecedora.

 

À vinda para casa apanhei outro casal. Mas não cheguei a perceber se namoravam. Pareceu-me que sim mas a conversa era tão estranha…

Ela era uma espécie de Britney Spears em “Ooops… I did it again” e estilo gótico. Mas desconfio que naquela cabecinha nada batia a bota com a perdigota. Ele tinha um ar a atirar para o metálico. Estavam os dois na faculdade. A conversa dela era a de uma lésbica mas depois aquilo baralhou-se tudo e às tantas pareceu-me que ela era bissexual. Ou então está na moda as misturas e eu estou desactualizada…

Ela só falava na atracção que sentia pelas colegas, e que tinha curtido com não sei quem e que a não-sei-quantas gostava dela. Alem disso, tinha andado aos “Chochos” com umas colegas e um colega. E o suposto namorado, tendo em conta tanta promiscuidade, disse-lhe que assim sendo nunca mais a beijava. A ela não lhe aqueceu nem lhe arrefeceu e disse-lhe: “não sejas parvo!”

Entretanto, cheguei à minha paragem e sai, extremamente confusa, e sem saber muito bem o que havia de pensar. De certeza que quem ouviu esta conversa deve ter ficado baralhado das ideias também. Não sou preconceituosa e aceito cada um tal como é mas que a conversa era confusa, era…

 

As minhas aulitas escaparam, excepto com a turma do 4º ano. É sempre a mesma coisa, até enjoa. Compreendo que eles estão fartos de escola e querem é zarpar dali para fora. Por esse motivo, preparo aulas leves e engraçadas. Mas acham que eles se interessam? Nem um pouco.

Hoje tramei-os. Tiveram que escrever que não voltariam a portar-se mal nas minhas aulas 20 vezes. E depois apanhei a mãe de uma miúda que é mais parvinha que eu sei lá o quê e fiz “queixinhas”. Contei-lhe que a filha estava sempre distraída, não trabalhava, não deixava os colegas trabalhar e que ainda por cima me tinha dito que a mãe sabia que ela se comportava assim mal na aula. Só vos digo que a mulher começou a deitar fumo pelos orifícios todos e faíscas pelos olhos.

 

Para grandes males, grandes remédios…